ÉZANNE, Paul (1839-1906) - Pintor francês, inicialmente adepto do "
impressionismo", mas do qual se veio a afastar na procura de uma pintura que ele desejava tão "sólida e duradoura como a arte dos Museus". O processo de síntese estrutural elaborado por Cézanne, que atribuía à cor e à forma um valor absoluto e reduzia a representação da Natureza ao cubo, ao cone e ao cilindro, abriu decisivamente o caminho que o "fauvismo" e o cubismo iriam trilhar no ínicio deste século.


 
AUVISMO - Movimento artistíco francês do início do presente século, caracterizado pela prática de um desenho distorcido e pela utilização violenta da cor. Tais características levaram um crítico do Salão de Outono de 1905, em Paris, a apelidar de "
fauves ("animais selvagens") os membros desse movimento que participavam na exposição, nomeadamente Henry Matisse (1869-1954), Albert Marquet (1875-1947), Maurice Vlaminck (1876-1958) e André Derain (1880-1954).


 
MPRESSIONISMO - Movimento artistíco surgido em França na segunda metade de Oitocentos, cujo principal objectivo consistia em representar a cor e o tom do modo mais natural possível, através de pequenas pinceladas de cor pura. O termo "
impressionismo", deriva do nome de uma tela " Impressions: soleil levant", apresentada em 1874 por Claude Monet (1840-1926) naquela que viria a ficar conhecida como a "I Exposição Impressionista". Nessa mostra participaram ainda outros pintores que viriam igualmente a firmar o seu nome no panorama das artes plásticas, casos de Édouard Manet (1832-1883), Paul Cézanne (1839-1906), Camille Pissarro (1831-1903) e Auguste Renoir (1841-1919).


 
ANET, Édouard (1832-1883) - Pintor francês que cedo tomou uma atitude de ruptura com o academismo reinante do seu tempo, tanto pelos temas "escandalosos" que escolhia para os seus quadros, como pela técnica de oposição entre luz e sombra com que os elaborava. Pelo modernismo da sua pintura,
Manet é considerado um dos precussores da arte do século XX.


 
ANTA, João Abel (n. 1928) - Filho dos pintores
Clementina Carneiro de Moura e Abel Manta, diplomou-se em Arquitectura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, em 1951. Tem desenvolvido intensa actividade não só como arquitecto, mas também como pintor, cenografista e artista gráfico (cartaz, filatelia, ilustração e "design" de livros, jornais e revistas). É considerado o melhor "cartoonista" português deste século, na senda de Rafael Bordalo Pinheiro, Stuart Carvalhais e Leal da Câmara, tendo publicado três livros em Portugal e um na Alemanha.
     Obteve vários prémios nacionais e estrangeiros: 1961, Prémio de Desenho na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian; 1965, Medalha de Prata na Exposição de Artes Gráficas de Leipzig; e 1975, Prémio de Ilustração na Exposição de Artes Gráficas de Leipzig.
     Para além de ter participado em várias exposições colectivas, de Lisboa a Tóquio, expôs individualmente em 1971 (Pintura, Galeria Interior), 1975 (Pintura e Desenho, Escola Superior de Belas Artes de Lisboa), 1976 (Desenho, Institut of Contemporany Arts, Londres) e 1992 (Obra Gráfica, Museu Rafael Bordalo Pinheiro, Lisboa). [In English]


 
OTA, Eduardo (n.1958) - Gouveense, pai de dois filhos, professor, melómano, editor, guitarrista,
cibernauta quanto baste, historiador de Arte e de outras histórias («Abel Manta», 1987; «Administração Municipal de Gouveia em Finais de Setecentos», 1990; e «Corografia Setecentista do Concelho de Gouveia», 1992), ex-coleccionador de selos, ex-futebolista e ex-estudante da Universidade de Coimbra e do Colégio Nun'Álvares de Gouveia.


 
OURA, Clementina Carneiro de (1898-1992) - Discípula de Columbano na Escola de Belas Artes de Lisboa, onde se diplomou em Pintura em 1920. Casou com Abel Manta em 1927, tendo o filho casal,
João Abel, nascido no ano seguinte . Artista de grande sensibilidade, dedicou-se ao ensino técnico (Escolas Afonso Domingos, Machado de Castro e Josefa d'Óbidos) e deixou uma obra teórica («História da Arte Popular em Portugal») e plástica que se reparte entre a pintura («Auto-Retrato com o Filho João Abel») e as artes aplicadas aos tecidos, área em que era conhecida como a "mestre do patchwork".


 
USEU DA CIDADE (Lisboa) - Encontra-se instalado no Palácio Pimenta com um considerável acervo que serve para documentar os mais de 2000 anos de história da cidade de Lisboa. Possui colecções de arqueologia, mobiliário, escultura, gravura e pintura. Nesta destacam-se os nomes de José Malhoa, Francis Smith, Abel Manta, Eduardo Viana e Carlos Botelho.

• Pode ser visitado no Campo Grande, 245 - 1700 Lisboa (de terça a domingo, entre as 10 e as 13 e entre as 14 e as 18 horas) ou na World Wide Web.

 
USEU DE GRÃO VASCO (Viseu) - Ocupa o antigo Paço Episcopal e possui colecções de escultura, tecidos, mobiliário e pintura, com destaque para a obra de Vasco Fernandes, o patrono do Museu.

• Pode ser visitado no Paço dos Três Escalões - 3500 Viseu (de terça a domingo, entre as 10 e as 18 horas).

 
USEU DE JOSÉ MALHOA (Caldas da Rainha) - Possui um importante acervo de pintura, escultura e cerâmica, dos séculos XIX e XX, com destaque para as obras de José Malhoa, o Patrono do Museu, de Rafael Bordalo Pinheiro e de Abel Manta

• Pode ser visitado no Parque D. Carlos I - 2500 Caldas da Rainha (de terça a domingo, entre as 10 e as 18 horas).

 
USEU DO CHIADO (Lisboa) - O acervo do antigo Museu Nacional de Arte Contemporânea é constituído "por diversas colecções de pintura, escultura e desenho, abrangendo várias fases desde o Romantismo (1850) até à actualidade". Encontram-se ali representados os artistas nacionais mais significativos desse período, de Tomás da Anunciação a Mário Eloy, passando por Metrass, Silva Porto, Columbano, Soares dos Reis, Amadeo Souza-Cardoso, Eduardo Viana, Abel Manta, Canto da Maia e Almada Negreiros, entre outros.

• Pode ser visitado na Rua Serpa Pinto, nº 6 - 1200 Lisboa (à terça, entre as 14 e as 18 horas, e de quarta a domingo, entre as 10 e as 18 horas) ou na World Wide Web.

 
USEU MUNICIPAL DE ARTE MODERNA ABEL MANTA (Gouveia) - Encontra-se instalado desde a sua inauguração, Fevereiro de 1985, num edifício de traça setecentista, o ex-Solar dos Condes de Vinhó e Almedina, propositadamente adquirido e reabilitado pelo Município de Gouveia.
      O seu acervo é constituído por duas dezenas de obras assinadas por Abel Manta e por uma colecção de arte moderna portuguesa doada ao Museu por
João Abel Manta, filho do Patrono. Composta por mais de uma centena de pinturas, desenhos, gravuras e esculturas, esta colecção abrange um alargado período que vai desde os companheiros do Pintor de Gouveia na aventura parisiense, a primeira geração de modernistas portugueses - Francisco Franco e Dordio Gomes, por exemplo - aos valores que se afirmaram na década de 70 - casos de António Sena e Zulmiro Carvalho, passando pelas segunda e terceira gerações de modernistas - Bernardo Marques, António Duarte e o suiço Fred Kradolfer, por um lado, e Júlio Resende, Sá Nogueira, João Abel Manta, Menez, João Vieira e Joaquim Rodrigo, por outro.Encontram-se igualmente representados alguns dos pintores que foram pioneiros do «surrealismo» e do «neo-realismo» em Portugal - Vespeira, António Dacosta, Júlio Pomar, Lima de Freitas, Manuel Ribeiro Pavia e Rogério Ribeiro -, alguns dos que enveredaram pelas «neo-figurações» ou «neo-abstracções» que se lhes seguiram - exemplos de Manuel Baptista, Fernando Conduto, Maria Velez e Gil Teixeira Lopes - e ainda alguns daqueles que, de um ou outro modo, se conservaram marginais a estes movimentos - casos de Sarah Afonso, Clementina Carneiro de Moura e Luís Dourdil.

• Pode ser visitado na Rua Direita, 45 - 6290 Gouveia (de terça a domingo, entre as 10 e as 12:30 e entre as 14 e as 17 horas).

 
USEU MUNICIPAL DR. SANTOS ROCHA (Figueira da Foz) - Compreende colecção de arqueologia, numismática, mobiliário, etnografia, pintura, escultura e desenho, abrangendo várias períodos que vão da pré-história á actualidade. Entre os pintores ali representados destacam-se Milly Possoz, Abel Manta, Paulo Ferreira, Almada Negreiros e Jorge Barradas.

• Pode ser visitado na Av. Calouste Gulbenkian - 3080 Figueira da Foz (à terça, entre as 14 e as 18 horas, e de quarta a domingo, entre as 10 e as 18 horas).

 
OGUEIRA, Luís (n.1938) - Ganha a vida como professor. Traduziu e publicou poesia inglesa, americana, francesa, italiana e de lingua espanhola (Durrell, Elizabeth Jennings, Tom Gunn, Synge, Pound, E.E. Cummings, Ginsberg, Corso, Ferllinghetti, Ciardi, Paul Éluard, Aragon, Henri Michaux, Robert Desnos, Montale, Quasimodo, Machado, Neruda, e outros) e um romance francês (O Banho - Jean Philippe Toussaint).
     Publicou igualmente alguma poesia sua em jornais, revistas e um livro (Cinco Poemas e um Envio) e alguns contos.
     Desenvolve, desde os seus tempos de universitário aquilo que ele considera uma actividade muito importante no Teatro, quer como tradutor e dramaturgista (Molière, Bergman, Brecht, Pinter, Goldoni, Lorca e muitos outros) quer como encenador.
     Produziu alguma crítica literária (sobretudo no campo da poesia) para jornais e revistas e escreve ocasionalmente artigos de opinião para jornais.[
In English]


 
EIS, Carlos (1863-1940) - Pintor naturalista, discípulo de Miguel Angel Lupi, Silva Porto e de J. Blanc, exerceu, a partir de 1897, o cargo de professor de pintura de Paisagem na Escola de Belas-Artes de Lisboa. Fundou o grupo "Ar Livre" em 1910, e foi director do Museu Nacional de Belas-Artes (Janelas Verdes, Lisboa) e do Museu Nacional de Arte Contemporânea (actual
Museu do Chiado, aquando da fundação deste, em 1911).


 
IBEIRO, Aquilino (1885-1963) -
Amigo muito próximo do Pintor Abel Manta, é um dos maiores romancistas portugueses do século XX e indubitavelmente o mais original prosador deste periodo. É difícil a um leitor estrangeiro (ou mesmo português) alcançar a profundidade da sua linguagem rica, nervosa, maravilhosamente surpreendente e por vezes conceptualmente nova no que refere a concepção e estrutura do romance, como é o caso de «O Malhadinhas» (1949) ou o fresco genialmente concebido de uma certa sociedade portuguesa que é «A Casa Grande de Romarigães» (1957) que é certamente um dos momentos mais altos do romance europeu de qualquer época.
     Os temas da sua obra visam o destino humano, e particularmente as consequências da História que influenciam os problemas actuais do povo português. A sua crítica permanente e a coragem das suas opiniões, fiozeram dele um dos mais destacados opositores ao regime ditatorial de Salazar. Revelou-se um paladino da defesa da independência económica e profissionalismo do artista, sendo no seu tempo o único romancista português cuja subsistência se devia apenas ao seu trabalho como escritor.
     A sua obra é vasta e vai do romance à tradução livre (por exemplo, o «Quixote» de Cervantes), à tese histórica («A Aventura Maravilhosa de D. Sebastião» - 1937), à biografia («A Vida de Camões» e «Portugueses das Sete Partidas») ou aos maravilhosos romances e contos que ele escreveu para as crianças («O Romance da Raposa» e «Arca de Noé - III Classe»).



 [Topo]  [Cronologia]  [Livro de Recortes]  [Átrio]  [Pinturas, Sala I]  [Desenhos]  [English]

Comentários e sugestões para:
 eduardomota@mail.telepac.pt