DigLitWeb: Digital Literature Web

D de Digitais

Esta secção centra-se na criação literária pré-digital e digital (não exclusivamente de língua inglesa). A materialidade electrónica permitiu ligar a escrita às propriedades dos electrões e dos fotões através dos microprocessadores e das linguagens de programação. O espaço e o tempo das operações que ocorrem nos circuitos do computador, controlados graficamente pelos interfaces dos programas, redefiniram o espaço da escrita. Este espaço depende agora das ferramentas informáticas que tornam possível escrever com as propriedades dos processadores e dos ecrãs de apresentação e com as funções do software. O computador surge finalmente como a máquina capaz de actualizar a literatura potencial, investigada pelos autores do OULIPO e de outros grupos similares desde a década de 1960. Por outro lado, a capacidade inter-média da materialidade digital implica a expansão das formas e géneros intermédia, em que textual e icónico, estático e cinético, fotográfico e sintético, musical e vocal podem ser remediados pela tecnologia digital, transcendendo as limitações materiais das tecnologias de reprodução e distribuição anteriores e modificando, neste processo, propriedades formais e genéricas decorrentes do meio.

As obras digitais exploram possibilidades de significação literária para além das convenções da página impressa, assim como a combinação de signos e formas de meios e artes diversas, numa evidente remediação tecnológica de práticas características das poéticas experimentais do século XX. Ao fazer uso semântico das propriedades do espaço de escrita electrónico, como a graficalidade, a animação e o hipertexto, a criação digital abre um novo espaço de mediação literária. Um espaço em que o livro se virtualizou enquanto artefacto de ordenação das simulações do real e em que os significantes ganharam propriedades específicas da textualidade digital, com a consequente contaminação discursiva entre textos verbais e outros géneros de figuração visual ou sonora, resultado da contiguidade de formas e meios instituída pela digitalização. Deste modo, ao mesmo tempo em que são recriadas digitalmente formas literárias herdadas do livro e da imprensa, inventam-se formas ancoradas na hipermediação digital. Estruturados de forma topográfica e incorporando a temporalidade, os textos digitais dramatizam o papel dos leitores, encenando a manipulação intersemiótica como elemento das estruturas textuais. Esta secção é composta por três páginas web:

 

Hunting of the Snark (Fig 1)
 
Hunting of the Snark (Fig 5)
 
Hunting of the Snark (Fig 9)
1. Visuais e Sonoros: contém ligações para arquivos, edições e sítios de poesia visual, e também para arquivos sonoros. Foram seleccionados, em especial, géneros e formas intermédia que prefiguram na materialiadade analógica a composição digital.   2. Cinéticos: contém ligações para arquivos, edições e sítios de poesia animada, e ainda para outras formas de poesia gerada por computador.   3. Hiperficção: contém ligações para arquivos, edições e sítios web de ficção em hipertexto e de ficção interactiva.

 

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