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Análise da Edição Faulkner´s The Sound and The Fury: A Hypertext Edition

Andreia Cordeiro


 

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Introdução

1. Editar em Ambiente Electrónico

1.1. Quais os Princípios Gerais?

1.2. Quais os Problemas?

2. Edição Hipertextual de The Sound and The Fury de William Faulkner: Apresentação

2.1. Caracterização da Edição

2.1.1. Meta-informação

2.1.2. Instrumentos de Indexação e Pesquisa

3. Avaliação Crítica

3.1. Ensino, Aprendizagem, Investigação

Conclusão

Bibliografia e Webografia

 

 


Introdução

 

Mais do que uma mudança de paradigma, o meio electrónico é uma espécie de upgrade ao primeiro manuscrito da História da Humanidade. A transmissão dos vários códigos linguísticos tem vindo a sofrer alterações sem nunca ter sido necessário abandonar e/ou esquecer por completo o veículo anterior que tornou no passado e ainda pode tornar possível essa mesma transmissão. Não se tem vindo a assistir a substituições de veículos de transmissão textual, mas sim a uma acumulação e melhoramento dos mesmos. Pode-se dizer que estamos perante uma permanente coexistência destes veículos transmissionais.

Não é pelo facto de hoje em dia podermos usufruir de edições electrónicas que vão deixar de existir edições tipográficas. O mesmo acontece com os manuscritos que, mesmo não sendo há já muitos séculos um veículo de transmissão textual, continuam a ser uma opção. Exemplo disso são os diplomas da Universidade de Coimbra que são manuscritos quando podiam ser tipografados, dactilografados ou mesmo impressos a laser ou jacto de tinta. Desde a invenção da escrita que nós, seres humanos, somos simultaneamente realizadores, protagonistas e público deste processo cumulativo, mas sempre em evolução, de transmissão textual.

Contudo muitos são aqueles que comparam o impacto da invenção dos meios electrónicos ao impacto da invenção da escrita. No meu humilde entender essa comparação não se justifica. Os meios de transmissão da escrita mudam, o modo como manuseamos os textos muda, mas o acto de criar palavras, frases e textos permanece. Assim como a+b há dois séculos atrás seria a+b, hoje em dia também o é. É verdade que para termos acesso aos diversos textos disponibilizados nos meios electrónicos de forma perceptível, estes sofrem um processo analítico que converte uma série de códigos numéricos e alfabéticos no código linguístico que conhecemos. Este “abecedário analítico” deve ser visto como mais uma língua entre as inúmeras que coexistem em todo o planeta. Não é porque alguém fala e escreve uma língua com um alfabeto diferente do nosso que se justificaria compará-lo à invenção da escrita!

De qualquer modo, é impossível negar a importância dos novos meios electrónicos, designadamente no domínio da edição textos. É por este motivo que me proponho neste trabalho, utilizando como exemplo uma edição hipertextual da obra de William Faulkner The Sound and The Fury, apresentar sinais que possam sustentar o meu argumento: os novos meios electrónicos são apenas mais um processo que coexiste com outros veículos de transmissão textual, por isso o paradigma de edição anterior não é substituído, apenas sofre alterações ou coexiste com os novos métodos. Para tal pretendo responder a algumas perguntas que foram surgindo à medida que reflectia sobre este assunto e cujas respostas me ajudaram a ter uma opinião própria e coesa sobre esta matéria:

  1.  Serão os critérios que subjazem uma edição hipertextual tão diferentes assim de uma edição num formato tipográfico?

  2. Qual é o papel do editor neste novo cenário cibernético?

  3. As características hipertextuais estarão a ser plenamente exploradas?

  4. O papel do leitor muda?

  5. Neste caso especifico, a obra muda, adquire novas leituras e/ou dimensões?

  6. A suposta intenção do autor é adulterada?

  7. Estas novas tecnologias transformam o modo como se ensina e como se investiga?

  8. Quais são os obstáculos e as potencialidades que o mundo multimédia pode apresentar ao/à utilizador/a?

A resposta a estas e outras perguntas serão o objectivo deste trabalho, que se divide em três secções: uma introdução à edição em ambiente electrónico, uma apresentação da edição hipertextual de The Sound and the Fury e uma análise crítica dessa edição.

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1. Editar em Ambiente Electrónico

 

É nesta secção que pretendo responder a algumas das perguntas que expus na introdução. Para tal será necessário proceder a um breve enquadramento dos princípios editoriais gerais e saber se afinal os critérios que subjazem uma edição hipertextual são muito diferentes de uma edição num formato tipográfico. Consequentemente ficaremos a conhecer o papel do editor neste novo cenário cibernético.

 

1.1. Quais os princípios gerais?

Antes de 1950 o paradigma editorial tipográfico regia-se pelo principio ditatorial de um único copy-text. O uso de um único texto para a realização de uma edição crítica era a prática comum desta teoria. Quando em 1950 W. W. Greg escreveu e publicou o artigo “The Rationale of copy-text”, tendo como principal argumento a relativização da autoridade de um único texto, o modelo editorial anterior sofreu alterações.

Sendo, a autoridade, no artigo de Greg “...never absolute, but only relative” (Greg:1950: 1), esta nova teoria editorial crítica admite a existência e permite comparações entre diversos textos. Por ser ecléctica, desta nova teoria editorial, obviamente surgem diferenças. Estas, nas palavras de Greg, podem ser classificadas a dois níveis: “Substantive readings of the text, those namely that affect the author's meaning or the essence of his expression.”  e “accidentals”, que podem ser definidos como sendo os aspectos formais da língua “such (...) as spelling, punctuation, word-division, and the like” (Greg 1950: 2)

G. Thomas Tanselle também partilha das ideias da teoria ecléctica da edição de Greg, das classificações que este estabelece quanto às diferenças textuais, mas no seu artigo “Classical, Biblical, and Medieval Textual Criticism and Modern Editing” (1990) vai mais longe e admite a interacção e comparação de editores com propósitos divergentes: editores de textos críticos e editores de textos diplomáticos.

Esta visão social e historicista da teoria da edição é radicalizada na teoria de Jerome McGann, que acrescenta às características das teorias de Greg e Tanselle o facto de um texto não ser independente das formas bibliográficas que adquire. A leitura do mesmo texto em edições diferentes confere a cada uma das versões um valor textual único, pois “[t]exts are always linked to contexts – are in fact, the chief means we have of understanding and reengaging contexts”. (McGann: 184). Por isso as decisões do editor não dependem exclusivamente da autoridade do texto considerado fora da sua materialização bibliográfica, mas devem considerar também essa dimensão dos textos enquanto objectos socializados.

Para Kelvin Everest, no artigo “Historical Reading and Editorial Practice”, a teoria social da edição torna os textos demasiado dependentes dos contextos originais, não deixando que eles existam por si só. Um texto é mais do que a materialização que adquiriu num determinado contexto, pois a sua identidade formal sobrevive e é constantemente reconstituída em novos contextos. Everest liberta o texto do livro, atribuindo-lhe uma identidade própria. Por isso o papel do editor retoma a autoridade que a visão historicista da teoria editorial tinha relativizado e submetido ao código bibliográfico. Aponta algumas críticas ao papel do editor que muitas vezes erra ao procurar a verdadeira e original essência de um texto, pois a “...original purity of the first textual form can never be fulfilled” (Everest 2000: 195).

É na busca deste propósito que Everest considera vão, inútil e fútil, que o editor comete o grande erro de juntar o maior número de versões de texto num mesmo espaço. Este feito acaba por deixar nas mãos do leitor a tarefa do editor, ou seja, a escolha de um copy-text. Não tendo aptidões para tal, o utilizador/leitor é distanciado do próprio texto, que surge como um objecto esotérico e arqueológico.

Na última década, parte do debate relativo a uma teoria da edição foi reavivado pelos problemas específicos da edição electrónica. No artigo “ General Principles for Electronic Scholarly Editions” (1993), Peter Shillingsburg apresenta oito princípios pelos quais qualquer edição electrónica se deve reger: acessibilidade (a edição electrónica deve estar disponível na sua forma mais básica de modo a garantir que qualquer utilizador, mesmo o menos equipado em software possa aceder); transportabilidade (a edição deve ser compatível com as diferentes plataformas); grafismo (a edição deve conter texto, imagens (estáticas e animadas), som, cor e permitir que estes itens multimédia interajam entre si e também com o utilizador); segurança (a edição não deve permitir alterações não autorizadas aos textos disponibilizados); integridade (esta nunca deve ser posta em causa pelas contribuições feitas pelo utilizador; os editores devem assegurar a credibilidade da edição fazendo uma triagem do material secundário); expansibilidade (a edição deve poder manter-se “em aberto” e expandir-se através da adição de links e novos materiais); impressão (todos os materiais que integram a edição devem ter a possibilidade de serem impressos pelo utilizador); navegabilidade (a edição deve ser de fácil acesso e uma vez no seu interior, de fácil movimentação, para que o utilizador não encontre obstáculos à sua visita/pesquisa).

Afinal “[t]he Guidelines for Electronic Scholarly Editions are closely based on the guidelines for printed editions. Their goal is to enhance the usability and reliability of scholarly editions by making full use of the capabilities of the computer” (M.L.A: 1). No que diz respeito ao Editor, e apesar do papel deste por vezes parecer estar em vias de extinção,  “[w]hatever specific editorial theory and procedures may be used, the editor´s basic task is to establish a reliable text.” (M.L.A: 2)

 

1.2.  Quais os problemas?

Para que uma edição seja democraticamente acessível à maior parte dos utilizadores, é necessário que a mesma seja independente quanto à forma em que é disponibilizada on-line. Este facto gera um problema pois “...the need to create multiple forms of each CD for different platforms, (…) involves duplication of effort for each archive created”. (Shillingsburg: 1996: 169). Isto leva-nos directamente a outro problema, pois “...once distributed, any further improvements to the archive would either be forgone by previous purchasers or new editions would need to be distributed”. (1996:169)  Para tal seria necessário que “...each user´s computer be big enough to house sophisticated multimedia software as well as the whole archive in order to have maximum utility.” (1996 : 169)

Outro senão que é apontado por Susan Hockey (2000), citada no artigo de Kathryn Abram “Electronic Textuality”, é um facto já referido anteriormente: a ambição desmedida do editor, ou seja, “...editors working on electronic editions are freed from many of the limitations of printed books, and the need to rely on one particular text or reading, there is a danger of such projects becoming overly ambitious.” (Abram: 2002: 4)

É preciso não esquecer que todas as características hipertextuais, apesar de facilitarem o acesso a textos a que dificilmente poderíamos aceder, devem ser bem utilizadas e manuseadas. Quando tal não acontece algumas características  do hipertexto como a linearidade, a descentralização e a democratização da informação, podem levar ao alheamento e à confusão cognitiva por parte do utilizador. A hipertextualidade pode ser comparada a um medicamento: é preciso ler o boletim informativo para se fazer um bom uso dele e consequentemente ter resultados satisfatórios. Claro que os possíveis efeitos colaterais variam de pessoa para pessoa conforme a utilização que lhe dão!

 

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2. Edição Hipertextual de The Sound and The Fury de William Faulkner – Apresentação

 

The Sound and The Fury: A Hypertext Edition é uma edição crítica que se dedica apenas ao estudo desta obra (http://www.usask.ca/english/faulkner/). Para tal o utilizador dispõe da obra integral e várias fontes e artigos que permitem uma compreensão mais abrangente  e “científica” da mesma. Este material crítico encontra-se disponível nas diversas secções que compõem esta edição electrónica. O sítio acompanha a tipologia tipográfica e narrativa da obra e divide-se, por isso, em quatro secções principais. Não sabemos a data da publicação em linha, mas o sítio foi alvo da última actualização em Julho de 2004. Esta edição hipertextual é publicada pela Universidade de Saskatchewan (Canadá).

 

2.1. Caracterização da Edição

Alguns editores desta edição estão ligados directamente à Universidade que a publica e outros são especialistas de outras instituições. Esta edição revela-nos logo na primeira página de entrada o seu objectivo  (http://www.usask.ca/english/faulkner/): embora não estando direccionada explicitamente para um tipo de utilizador específico pressupõe, pelo seu conteúdo e recursos disponibilizados, um utilizador com algum interesse nesta área, isto é, um aluno ou investigador.

Quanto aos critérios textuais não nos é facultado qualquer tipo de informação. A credibilidade do sítio está unicamente assente na formação académica dos seus editores, bem como das contribuições dos mesmos. Ao utilizador não é permitido qualquer tipo de anotações, comentários e contribuições. Portanto toda a estrutura, bem como o conteúdo do sítio, encontra-se sob a alçada exclusiva dos editores.

Como já referi anteriormente, o sítio não abandonou a tipologia original da obra em suporte tipográfico e divide a obra integral nas mesmas quatro secções que esta apresenta em papel:

April Seventh, 1928 <http://www.usask.ca/english/faulkner/main/april7/index.html>

June Second, 1910 <http://www.usask.ca/english/faulkner/main/june2/index.html>

April Sixth, 1928 <http://www.usask.ca/english/faulkner/main/april6/index.html>

April Eighth, 1928 <http://www.usask.ca/english/faulkner/main/april8/index.html>

Em cada uma destas secções estão disponibilizados manuscritos originais da obra. (Como exemplo: http://www.usask.ca/english/faulkner/main/hologr1.htm). A introdução da edição de 1933 também está disponibilizada em "Faulkner's 1933 Introductions to The Sound and the Fury" <http://www.usask.ca/english/faulkner/main/intros1933/index.html>.

Ao todo, o sítio divide-se em onze secções, sendo a primeira página de entrada composta por duas subsecções: “Credits” (http://www.usask.ca/english/faulkner/credits.html), na qual se revelam os nomes dos editores e da entidade que publica o sítio, e “How to cite this hypertext” (http://www.usask.ca/english/faulkner/how_to_cite.html), que explica como este sítio e os artigos que nele estão contidos devem ser citados em trabalhos escolares e/ou académicos.

Na segunda página de entrada encontramos uma introdução à obra, da autoria de um dos editores, na qual consta também uma espécie de manual que orienta o utilizador para a leitura hipertextual desta edição. Também explica o uso de algumas ferramentas de pesquisa que o sítio disponibiliza em "Introduction and guides to the hypertext edition" <http://www.usask.ca/english/faulkner/main/introduction_hyper.html>

Além das secções que estão directamente ligadas à obra integral existem quatro secções, que se agrupam numa pequena faixa verde que ocupa verticalmente a parte direita do ecrã e coexiste visualmente com todas as outras secções. Este espaço é exclusivamente dedicado a artigos críticos, ou que de alguma forma estejam ligados ao tema do sítio. Estes encontram-se arquivados dentro do próprio sítio à excepção da secção “Links”, que nos remete para fora deste (http://www.usask.ca/english/faulkner/main/links.htm). Uma destas secções é unicamente uma ferramenta de análise da obra: “Visual displays” (http://www.usask.ca/english/faulkner/main/criticism/visualdisplays.htm)

 

2.1.1. Meta-informação

A respeito deste assunto o sítio apresenta grandes lacunas. Enquanto que todos os artigos da secção crítica têm mencionada a fonte, o mesmo não acontece com a obra integral que é a base de todo o sítio, e com os vários manuscritos originais da obra. Como já referi, a credibilidade do sítio e de algumas fontes cujas origens são omitidas assenta apenas na formação académica dos editores envolvidos neste projecto.

 

2.1.2. Instrumentos de Indexação e Pesquisa

O sítio não dispõe de um motor de busca, mas as várias informações e instrumentos que disponibiliza são de fácil acesso. A informação que diz respeito aos editores está desde logo disponibilizada na primeira página de entrada (http://www.usask.ca/english/faulkner/). Todas as outras secções estão incluídas na segunda página de entrada, que apresenta uma barra preta horizontal que acompanha a parte inferior do ecrã em toda a sua extensão. A faixa verde, como já referi, disponibiliza uma importante ferramenta de pesquisa: “visual displays”  (http://www.usask.ca/english/faulkner/main/criticism/visualdisplays.htm) que possibilita ao utilizador visualizar graficamente, tanto a cronologia da obra, como o espaço da acção de acordo com cada personagem. A barra preta acompanha qualquer secção a que acedamos e, por incluir as secções relativas à obra integral, podemos sempre aceder à estrutura principal sem nunca nos perdermos ou padecermos de alguma confusão cognitiva.  

 

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3. Avaliação Crítica

 

Apesar desta edição respeitar os oito princípios que Shillingsburg propõe, bem como os cinco princípios referidos em “Guidelines for Editor of Scholarly Editions With Guiding Questions for Vettors, a Glossary, and an Annotated Bibliography” (Accuracy; Adequacy; Appropriateness; Consistency; Explicitness), este sítio parece estar ainda muito ligado a uma visão tipográfica, no sentido em que o leitor continua a ser um agente bastante passivo. É claro que este se pode deslocar livremente no sítio, podendo escolher o caminho que pretende percorrer ou não, mas nenhum desafio é feito ou proposto pelo sítio.

O facto de o sítio respeitar a estrutura original da obra pode querer dizer que os editores não se conseguiram abstrair do campo tipográfico original da obra. No entanto esta opção por parte dos editores pode ser igualmente tida em conta com um modo de provar que o hipertexto pode ser plenamente aplicado sem que parar isso se altere a forma inicial dos textos.

A digitalização do texto não é mais do que o uso pleno de uma das maiores características hipertextuais: a disponibilidade sem limites do texto. Negligentemente, a indicação da fonte do texto digitalizado não é explicitada no sítio. Tal como acontece com a omissão de algumas fontes textuais, que deveria ser corrigida, também penso que não seria má ideia este disponibilizar uma cronologia da história editorial da obra, tanto em formato tipográfico como em formato electrónico. É óbvio que a dimensão textual da obra se modifica por si só ao estar disponível num ambiente electrónico dependente de um software específico.

 

3.1. Ensino, Aprendizagem, Investigação

No que diz respeito  ao ensino e à aprendizagem este sítio apresenta grandes potencialidades. Além de um grafismo aliciante, a navegação está facilitada através das ferramentas de análise e da estrutura do sítio em geral. Tendo este sítio uma ferramenta que permite tornar linear a cronologia da obra, que em formato tipográfico se caracterizava pela não linearidade, é lógico pensar-se que a obra muda, adquire novas leituras e/ou novas dimensões. No meu entender, o sítio apenas facilita a compreensão da obra, não adulterando também a intenção autoral.

O papel do leitor sofre uma adaptação ao meio electrónico. O próprio estatuto de utilizador para nos referirmos ao leitor indica, por vezes, uma dissolução de fronteiras conceptuais entre Autor, Editor e Leitor. A interacção deste com a escrita pode-se efectuar não somente a nível mental, mas também através da contribuição real para o corpo textual que encontra disponibilizado. O leitor adquire por vezes também o papel de Editor e Autor. Ainda que esse tipo de interacção seja muito limitada nesta edição, é evidente o grande interesse didáctico deste projecto, cuja estrutura e instrumentos servem sobretudo para estudar o texto.

 

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Conclusão

 

Em suma, esta edição electrónica da obra de William Faulkner The Sound and The Fury é um óptimo exemplo de como o hipertexto está a transformar o modo como se ensina e se transmite a literatura. O código analítico veio para ficar e de alguma maneira modificar o modo como vemos a literatura. Apesar da  falta de identificação das fontes textuais, esta edição tem grandes potencialidades didácticas e pedagógicas, revelando-se uma óptima ferramenta a recorrer para uma melhor compreensão desta obra.

 

Julho de 2004

Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra

© Andreia Cordeiro, andreia-cordeiro@clix.pt

 

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Bibliografia  e  Webografia

Abraham, Kathryn (2000). “Electronic Textuality: A Bibliographic Essay”, in http://www.mantex.co.uk/ou/resource/elec_txt.htm (acesso em 13.07.2004)

Everest, Kelvin (2000). “Historical Reading and Editorial Practise” in Joe Bray, Miriam Handley & Anne Henry (eds), Ma(r)king the text: The Presentation of Meaning on the Literary Page, Aldershot: Ashgate, pp  193-200.

The Sound and the Fury: A Hypertext Edition. Ed. Stoicheff, Muri, Deshaye, et al. Updated July 2004. U of Saskatchewan.  <http://www.usask.ca/english/faulkner> (acesso em 13.07.2004)

Greg, W.W. (1950-51). “The Rationale of Copy-Text”, in Studies in Bibliography, Volume 3, pp.19-36, http://etext.virginia.edu/bsuva/sb/  (acesso em 13.07.2004)

McGann, Jerome (1991). “Texts and Textualities” in The Textual Condition, Princeton, New Jersey: Princeton University Press, pp. 3-16.

Modern Language Association of America (Committee on Scholarly Editions) (2002): “Guidelines for Electronic Scholarly Editions”, in http://sunsite.berkeley.edu/MLA/guidelines.html (acesso em 13.07.2004)

Modern Language Association of America (Committee on Scholarly Editions) (2003): “Guidelines for Electronic Scholarly Editions with Guiding Questions for Vettors, a Glossary, and an Annotated Bibliography”, in http://jefferson.village.virginia.edu/~jmu2m/cse/CSEguidelines.html  (acesso em 13.07.2004)

Shillingsburg, Peter  (1993). “General Principles for Electronic Scholarly Editions”, in http://sunsite.berkeley.edu/MLA/principles.html (acesso em 13.07.2004)

Shillingsburg, Peter L. (1996). “Electronic Editions”, in Scholarly Editing in the Computer Age: Theory and Practice, Ann Arbor: University of Michigan Press. 1996, pp 161-171.

Tanselle, G.Thomas (1990). “Classical, Biblical, and Medieval Textual Criticism and Modern Editing” (1983) in Textual Criticism and Scholarly Editing, Charlottesville: University Press of Virginia, pp. 274-321.

 

 

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