DigLitWeb: Digital Literature Web

H-L | H-B

Tom Phillips, A Humument (Page 6)

© Tom Phillips

 

L de Livros Esta página web contém maquetas de livros de artista realizadas na disciplina de 'História do Livro: do Manuscrito ao Digital'.

 

 

B for Books This webpage contains projects for artists' books by students of the course 'History of the Book: From Manuscripts to Digital Texts'.

 


História do Livro: Do Manuscrito ao Digital

Ano Lectivo 2009-2010

Licenciatura em Ciências da Informação

Docentes: Rosário Morujão e Manuel Portela (2009-2010); Saul António Gomes e Manuel Portela (2008-2009)

 

Exercício 2: Maqueta de Livro de Artista

A cultura do livro é o nosso futuro, e o nosso trabalho é um legado através do tempo e do espaço, a continuação de uma tradição em curso. O papel pode tornar-se precioso, a tecnologia de impressão pode transformar-se, e os métodos de produção podem expandir-se – mas o potencial do livro como forma criativa continuará disponível para ser explorado. Não há limites ao que os livros de artista podem ser e não há regras para a sua construção – e, felizmente, não se antevê que a sua produção possa algum dia acabar.

Johanna Drucker, The Century of Artists’ Books, New York: Granary Books, 1995, p. 364. [Trad. MP]

Este exercício tem como objectivo desenvolver a consciência da materialidade do livro enquanto objecto e enquanto conceito. Para isso, propõe-se a criação de um objecto original que possa ser visto como um livro de artista. O formato, materiais, natureza do texto ou das imagens (que podem ser originais ou pré-existentes), forma de encadernação, etc., são inteiramente livres. O objecto a criar deve satisfazer duas condições: a) deve ser auto-reflexivo, isto é, deve reflectir na sua forma a consciência da sua codificação bibliográfica específica; b) deve reflectir um conhecimento histórico do livro. Cada maqueta deve ser acompanhada de uma sinopse descritiva do projecto (c. 250-500 palavras).

Na avaliação serão tidos em conta os seguintes parâmetros:

A - Qualidade da concepção (1.originalidade + 2.reflexividade estrutura-materiais-conteúdo)

B - Qualidade da execução (1.capacidade de concretização do conceito + 2.qualidade artesanal do objecto)

 


Projectos da turma do ano lectivo 2009-2010

 

A    
Daniela_Barandas_A_Minha_Alegre_Casinha01(283)  

Alexandra Daniela Barandas, A Minha Alegre Casinha (2010).

Quando disse à minha sobrinha de 4 anos que teria de fazer um livro para a minha “escola”, ela reagiu com a seguinte pergunta: “Um livro para crianças?”. Como, nessa altura, ainda não tinha qualquer ideia para o meu trabalho, de imediato lhe disse que era uma excelente ideia e que sim, que o meu trabalho seria um livro para crianças. A partir daqui, comecei a fazer uma pesquisa sobre textos infantis na internet e nos livros que tinha em casa. A ideia de fazê-lo em forma de casa surgiu do facto de quase todos os primeiros desenhos das crianças incluírem este elemento.
O passo seguinte foi deslocar-me a uma papelaria para escolher, de entre os materiais disponíveis, quais os que me poderiam ser mais úteis no meu projecto e escolhi os mais simples e maleáveis, que qualquer criança poderia manusear com facilidade,
Escolhi o título “A minha alegre casinha” (não querendo plagiar ninguém!), quer pelas cores alegres da capa, quer pelo facto de que quase todas as histórias, lengalengas e poemas pretendem fazer com que as crianças se divirtam e sorriam ao lê-las ou ouvi-las. Depois de imprimir os textos, solicitei a ajuda de duas crianças para me ajudarem nas ilustrações pois, quem melhor que elas para o fazer? Mas, como as crianças raramente fazem aquilo que os adultos querem e dificilmente estão muito tempo a fazer a mesma coisa, não consegui que todas as páginas ficassem ilustradas!…
Finalmente, cosi as folhas manualmente, agrupadas de 3 em 3, formando ternos (cada um com 12 páginas) e, por fim, uni os ternos uns aos outros também com linha e ainda usei cola para os fixar melhor. Optei por não fazer lombada para que as costuras ficassem visíveis, conferindo-lhe um aspecto mais artesanal.
O meu livro foi feito a pensar no público a que se destina e, por isso mesmo, é simples e colorido, pois todas as crianças se sentem mais atraídas por cores fortes e alegres; é leve, para que seja facilmente manuseado por elas; e tem histórias e lengalengas curtas, de fácil compreensão, que se decoram facilmente e se lêem em escassos minutos.
No final, achei que a realização deste livro me deu mais trabalho do que imaginara, mas valeu a pena e, ver o resultado final, foi compensador. Provavelmente será uma experiência a repetir!

Daniela_Barandas_A_Minha_Alegre_Casinha04(283)

 

Daniela_Barandas_A_Minha_Alegre_Casinha05(283)

 

Daniela_Barandas_A_Minha_Alegre_Casinha03(283)

© Alexandra Daniela Barandas, 2010.

 

 

 

 

 

 
     
Ana_Paula_Sacramento_Sonetos01(283)   Ana Paula Sacramento, Sonetos (2010).

Ana_Paula_Sacramento_Sonetos02(283)

© Ana Paula Sacramento, 2010.

   
     
Ana_Rita_Silva_Livro01(283)   Ana Rita Silva, Book Bog Libro Livro (2010).

Ana_Rita_Silva_Livro01(283)

© Ana Rita Silva, 2010.

   
     
Ana_Vanessa_Conceicao_Enquanto_o_Mundo_Gira01(283)  

Ana Vanessa Conceição, Enquanto o Mundo Gira (2010).

Ana_Vanessa_Conceicao_Enquanto_o_Mundo_Gira02(283)

© Ana Vanessa Conceição, 2010.

 
 
     
Andreia_Cunha_O_Teu_Olhar01(283)   Andreia Cunha, O Teu Olhar (2010).

Andreia_Cunha_O_Teu_Olhar02(283)

© Andreia Cunha, 2010.

 
     
Andreia_Lopes_Livro_de_Horas01(283)   Andreia Lopes, Livro de Horas (2010).

Andreia_Lopes_Livro_de_Horas02(283)

© Andreia Lopes, 2010.

 
     
C    
Catarina_Almeida_Florbela_Espanca_Sonetos01(283)   Catarina Almeida, Florbela Espanca: Sonetos (2010).

Catarina_Almeida_Florbela_Espanca_Sonetos02(283)

© Catarina Almeida, 2010.

 
     
Catarina_Baptista_O_Touro_Azul01(283)  

Catarina Batista, O Touro Azul (2010).

A capa é a ilustração do conto em si e, não tendo título, impele o leitor à descoberta da história que contém. Reconto uma história já antiga, narrada desde que me lembro pela minha tia-avó Palmira - mais conhecida por Tia das Histórias - em sua casa à lareira, e que contém um significado único para mim e para todos aqueles que a ouviram. O Livro Original foi queimado há muitos anos nessa mesma lareira, não sendo possível provar a sua existência, perdurando apenas nas nossas memórias.
O Conto Infantil é sobre um menina chamada Carina, criada pela sua madrasta desprezível e pelo seu Pai ausente, e que, apesar de todo o sofrimento na sua vida, encontra um Touro especial e de cor Azul que a ajuda e cuida dela. Após a sua Madrasta mandar capturá-los, eles fogem passando por três diferentes florestas, uma de Cobre, outra de Prata e a última de Ouro. Em todas elas, o Touro defende a sua vida e a de Carina com coragem lutando contra os três feiticeiros. Depois de uma longa viagem chegam até um reino onde Carina terá de fazer o seu maior sacrifício. A pedido do Touro, Carina passa também a morar no Castelo como criada, servindo o príncipe e nunca revelando o seu verdadeiro nome, para que a madrasta não ouvisse falar dela. Depois de diversas peripécias, esta vai encontrar a paz e felicidade ao lado do príncipe, por que tanto ansiou, vivendo assim Felizes para Sempre.

Catarina_Baptista_O_Touro_Azul02(283)

© Catarina Batista, 2010.

 
     
Catarina_Norberto_Liber01(283)  

Catarina Norberto, Liber (2010).

 

Catarina_Norberto_Liber02(283)

© Catarina Norberto, 2010.

 

 

 
     
Cindy_Goncalves_Aquele_Poema02(283)   Cindy Gonçalves, Aquele Poema (2010).

Cindy_Goncalves_Aquele_Poema01(283)

© Cindy Gonçalves, 2010.

   
     
Cristina_Simoes_Poemas_de_Florbela_Espanca01(283)   Cristina Simões, Poemas de Florbela Espanca (2010).

Cristina_Simoes_Poemas_de_Florbela_Espanca02(283)

© Cristina Simões, 2010.

 
     
F    
Fernando_Fernandes_Eu01(283)   Fernando Fernandes, Eu (2010).
Fernando_Fernandes_Eu02(283)  

Fernando_Fernandes_Eu03(283)

© Fernando Fernandes, 2010.

 
     
H    
Helena_Leitao_Reflexo01(283)  

Helena Leitão, Reflexo (2010).

Esta maqueta de livro de artista tem como título Reflexo. Trata fundamentalmente de uma visão do livro como um reflexo, reflexo de esperança, de crença, de reflexão sobre o futuro, de alternativa, de orgulho, de evolução e de proibido.
Optei por usar a forma de códice pois desde que existo é essa a forma em que o vejo e não o consigo ver de outra forma. Decorei-o com elementos que julgo estarem ligados ao tema. Em relação aos materiais, usei platina “amarrotada” pois julgo que nenhum reflexo é completamente perfeito. Cada um de nós ao ver o seu reflexo nunca vê aquilo que realmente é. O vidro partido tem o mesmo efeito. Decidi não usar imagens pois acho que a decoração em si não pede e a imagem do leitor reflectida no espelho da capa é o melhor reflexo de tudo o que trata o livro.
O Livro tem uma página de rosto, um índice, uma introdução e um desenvolvimento. O texto está “dividido” em duas partes. A primeira parte constitui-se no primeiro excerto de cada página. Estes são pessoais, escritos por mim, são uma reflexão própria de acordo com aquilo que aprendi sobre o livro e a sua história.
A segunda parte, isto é, o segundo texto de cada página, inclui excertos de livros que considero que ilustram cada tema. É uma forma de confrontar a história “pessoal” do livro com pedacinhos escritos em livros.

Helena_Leitao_Reflexo02(283)

© Helena Leitão, 2010.

 

 

 

 

 
     
Henrique Pereira_Intervencao01(283)   Henrique Pereira, Intervenção (2010).

Henrique Pereira_Intervencao02(283)

© Henrique Pereira, 2010.

   
     
I    
Idilia_Forte_Os_Meus_Poemas01(283)   Idília Forte, Os Meus Poemas (2010).

Idilia_Forte_Os_Meus_Poemas02(283)

© Idília Forte, 2010.

   
     
Ines_Lima_Cubo_Magico01(283)  

Inês Lima, Cubo Mágico (2010).

Este não é propriamente um livro comum, isto é, em códice. No entanto, visei a meu ver um aspecto que considero importante quando nos remetemos para a leitura. O prazer de ler é para muitos como um “jogo”, que começa e acaba quando se quer. É até algo que se poderá tornar viciante. É algo interactivo, portátil e tem ainda a capacidade de nos “transportar para outras realidades”, é como se esquecemos por momentos tudo. E naquele momento és só “tu” e “ele”. É como um jogo, daí que tenha escolhido este cubo interactivo para este trabalho.
Depois existe outro facto, que é a simplicidade dos simples caracteres terem o poder que têm. A leitura é algo que faz parte da vida de qualquer pessoa, de forma directa ou indirecta. As letras, os símbolos, a junção de letras com símbolos, as regras gramaticais, etc. E como por magia, estas têm a capacidade de adquirir significados, desde físicos como psicológicos, sentimentais, técnicos, etc. E todos os dias este mundo encontra-se presente no dia-a-dia das pessoas. No entanto, estas nem se quer dão por isso. Parecem “fechadas num cubo”. Encontram-se tão remetidas para o seu mundo, que não deixam, nem experimentam uma outra realidade que é precisamente a do prazer de ler.
Existe uma beleza invulgar, quase mágica quando se lê um livro (tal como pode acontecer quando se joga um jogo que a pessoa considere cativante). E mais uma vez penso: como será possível algo tão simples como a junção de letras provocar uma mistura de sensações, conhecimentos, emoções e até mesmo sentimentos? Conseguem também transmitir “algo” sobre o qual falar é imensamente difícil, mas quando são escritas de uma determinada maneira fazem todo o sentido. O Livro pode transpor o Ser Humano para uma outra realidade. Pode se tornar quase como “um jogo mágico cheio de surpresas” - daí o paralelismo que fiz entre o meu livro e este “cubo interactivo” revestido de letras do abecedário e símbolos.
Considero que o “mundo da Leitura” pode ser um “jogo de conhecimento e de sensações” capazes de transportar para uma sensação agradável, confortável.
Adquiri um “cubo mágico”, um objecto interactivo, um jogo, que tem como objectivo juntar as cores. Removi-lhe as cores, removi também vestígios de cola com álcool, e colei letras e símbolos impressos em papel autocolante preto nas faces todas do cubo. O objectivo deste jogo não é juntar as cores, uma vez que estas foram removidas, mas sim remeter para a liberdade de escolha, e para atribuição de significados. É algo pessoal, daí que esses significados variem de pessoa para pessoa. Considero esta atribuição como um acto quase “mágico”. Daí “cubo mágico”.
Depois adquiri também uma caixa cilíndrica onde pudesse colocar o “livro de artista”. Neste colei na base da tampa e no interior papel autocolante cinzento, no qual colei também o meu nome, e o nome do livro.

Ines_Lima_Cubo_Magico02(283)  

Ines_Lima_Cubo_Magico03(283)

© Inês Lima, 2010.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
   
     

J

   

Joana_Duarte_Gomes_Temos_As_Mesmas_Faces_Que_A_Lua01(283)

  Joana Gomes, Temos as Mesmas Faces que a Lua... (2010).

Joana_Duarte_Gomes_Temos_As_Mesmas_Faces_Que_A_Lua02(283)

© Joana Gomes, 2010.

 
     
Joao_Simoes_A_Filatelia_E_Arte01(283)  

João Paulo Simões, A Filatelia é Arte (2010).

A obra aqui apresentada é fruto de um trabalho de pesquisa na área da Filatelia durante nove anos. Compõe-se este livro de dois capítulos, integrando ainda um anexo e um DVD. O primeiro capítulo inicia-se em 2001, quando fui convidado a escrever artigos sobre esta temática aos Domingos no Diário de Coimbra, colaboração que se prolongou até 2004. No segundo capítulo, o tema é o mesmo, iniciando-se em 2004 até Junho de 2009. São aqui compilados os textos publicados à quarta-feira no jornal Centro.
No anexo mostro alguns dos artigos publicados nos dois jornais Conimbricenses e termino com um DVD que fiz em Maio de 2008, em que explico como se podem coleccionar selos.

Joao_Simoes_A_Filatelia_E_Arte02(283)

© João Paulo Simões, 2010.

 

 

   
L    
Liane_Monteiro_As_Flores01(283)  

Liane Monteiro, As Flores (2010).

O meu trabalho foi baseado num tema que a mim me interessa e que pessoalmente gosto. O que eu pretendo com a realização deste trabalho é mostrar a beleza das flores, não só no seu sentido literal, mas também no seu lado emocional, que elas tanto demonstram, com os poemas que seleccionei. Não é por acaso que quando estamos apaixonados oferecemos flores, ou oferecemos uma flor a um amigo, dar uma flor é sinal de que gostamos da pessoa e sentimos um grande carinho por ela. Também quero referir que as flores dão cor à nossa vida, e são seres vivos fantásticos e lindíssimos. Escolhi fazer assim o meu projecto porque, tal como as flores, o peluche transmite simpatia. O suporte já estava constituído, e eu fiz uma selecção de poemas relacionados com flores, e introduzi-os em cada pétala do meu suporte/livro (flor de peluche). Como o trabalho exigia, relacionei o livro com o seu conteúdo, realizando uma maquete, sem folhas de papel como o tradicional, mas sim de uma maneira diferente.

Liane_Monteiro_As_Flores02(283)

© Liane Monteiro, 2010.

 

 

 
     
M    
Magna_Cardoso_Seleccao_de_Poemas01(283)   Magna Cardoso, Selecção de Poemas (2010).

Magna_Cardoso_Seleccao_de_Poemas02(283)

© Magna Cardoso, 2010.

   
     
Miguel_Pacheco_Livro-Colar01(283)  

Miguel Pacheco, O Livro como Objecto de Arte (2010).

Desde a sua invenção que o livro é um elemento essencial, tanto como registo e conservação da memória como de transmissão de conhecimento. Desde cedo também, foi dado ao livro um significado adicional, o de Objecto Artístico.
Associada à criação de livros, não só os conteúdos tomaram relevância, mas também a apresentação dos mesmos. Os tipos de letra trabalhados, as ilustrações incluídas, as encadernações trabalhadas e até aos materiais usados. O livro assumiu, além da extrema importância cultural, uma dimensão artística de grande relevo.
Além da transmissão de conhecimentos, o livro tornou-se uma herança cultural para o seu proprietário, herdando para si uma das mais velhas tradições da civilização, a Oralidade.
O Livro, devido à sua elaboração cuidada, passou também a elemento decorativo. Seja pôr um exemplar particularmente importante sobre uma mesa, ou a inclusão de estantes de livros em sítios proeminentes na habitação. O livro assume aqui também uma nova função, a do prestígio. A presença de muitos livros tornou-se sinal de cultura. Não sendo mobiliário, ganhou uma dimensão estética e prestigiante.

A Maqueta realizada com o tema “O Livro como Objecto de Arte” tem como base duas premissas essenciais: preservação cultural e estética ornamental. A ideia para um livro de artista que fosse um objecto artístico e, simultaneamente, fosse capaz de preservar a culturalidade, deu origem a um colar. O colar é um exemplo perfeito de um ornamento, um bem transmitido de geração em geração, o objecto ideal para transformar não só numa herança material, mas também numa herança cultural e de transmissão de conhecimento.
Para uma preservação de longa duração, o melhor meio de conservação existente para livros, na actualidade, é o microfilme. Quando tratado correctamente, tem um prazo de validade de 500 anos. Foram compiladas 30 citações famosas sobre livros. As citações foram então editadas, fornecidas em texto e em código binário e impressas em papel. De seguida foram microfilmadas e reveladas. Depois de devidamente tratadas, foram compostas usando cortiça e um fio, o que deu origem a um colar leve, esteticamente apelativo e que conserva e transporta conhecimento.
Como objecto multi-suporte, este trabalho passou por vários formatos. Foi criado em formato digital, impresso em papel (contendo uma versão em texto e uma versão binária do mesmo texto), foi microfilmado e finalmente reconvertido em digital numa versão de vídeo digital com os passos de elaboração do texto.

Miguel_Pacheco_Livro-Colar02(283)  

Miguel_Pacheco_Livro-Colar03(283)

 

© Miguel Pacheco, 2010. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
     
P    
Paula_Cristina_Dias_Fome01(283)  

Paula Cristina Dias, Fome (2010).

 

Paula_Cristina_Dias_Fome02(283)

© Paula Cristina Dias, 2010.

 
     
R    
Raquel_Saraiva_sem_titulo01(283)  

Raquel Saraiva Patrício, s/título (2010).

Este projecto fez-me sentir que viajava num balão de ar quente! À medida que ia subindo era compulsivamente confrontada com novas ideias e projecções! Foi extremamente complicado optar por um tipo de suporte dada a não imposição de limites ou regras para a realização deste Livro de Artista, daí a sua piada. A minha mente enchia-se de ideias, de imagens, de supostas criações criativas. Na minha perspectiva todas elas faziam sentido, mas decidi escolher este objecto para transparecer os meus pensamentos. A vida é um joguete que temos de preservar e saber utilizar. É essencial brincarmos com tudo o que nos rodeia, desde palavras, objectos, desejos.
O poema que apliquei neste projecto é de uma musa da própria poesia, é sem sombra de dúvida um dos maiores poetas portugueses contemporâneos – Sophia de Mello Breyner Andresen. Como já tinha há demasiado tempo em mãos este poema foi impossível encontrar o seu tema. A poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen cativa imenso porque ergue-se como a voz da liberdade!
O objecto que apresento era inicialmente uma caixa transparente de cinco faces; tudo o que está à vista foi elaborado por mim própria, à excepção do corte dos espelhos.
A decoração foi surgindo à medida que ia realizando o trabalho porque nascem sempre novas ideias quando se pretende mesmo surpreender. Como esta decoração não foi de todo planeada, é mais complicado explicar o porquê de cada face se apresentar como está, simplesmente deixei que as minhas mãos fluíssem e criassem algo inesperado e belo, a meu ver.

Raquel_Saraiva_sem_titulo02(283)

© Raquel Saraiva Patrício, 2010.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
     
Rodrigo_Silva_Codex_dos_Encontros_e_Desencontros01(283)  

Rodrigo Nogueira, Códex dos Encontros e Desencontros (2010).

A maqueta de livro de artista criada, intitulada Códex dos encontros & desencontros, possui como eixo temático a compilação de textos que empreendem a reflexão sobre os primeiros contatos ocorridos na descoberta do Novo Mundo, ora pacíficos, ora conflituosos, mostrando pontos tanto de coincidência de pensamento e continuidade quanto de conflito e desencontro entre os que lá já habitavam e os que chegavam do outro lado do oceano. Para tanto, recorreu-se a textos ameríndios (como os mítico-religiosos Popol vuh e Chilam Balam de Chumayel), a relatos de cronistas e viajantes (como Pero Vaz de Caminha) e outros (a exemplo de Bartolomé de Las Casas), na construção de uma estrutura narrativa marcada tanto por paralelismos, por um lado, quanto por antíteses, por outro.
Essa estrutura narrativa divide-se em cinco partes: “A Criação” (na qual se contrapõem a criação do mundo na visão do povo maia quiché com o Gênesis judaico-cristão, revelando muitos pontos em comum, mesmo em se tratando de culturas que não se comunicaram em suas origens), “Profecia?” (onde, a partir de uma profecia maia do Chilam Balam, mostra-se uma interpretação dos desencontros ocorridos), “Encontros” (parte em que se expõem algumas visões e relatos dos primeiros que na América chegaram, ressaltando sua natureza e suas gentes), “Desencontros” (mostrando, a partir de excerto de Bartolomé de Las Casas, um pouco dos desencontros expressos na barbárie cometida por muitos e a justificação para tal, dada, a exemplo, por Juan Ginéz Sepúlveda, opositor ideológico do primeiro) e “O que é justo?” (parte com a qual a obra se encerra, contendo excerto de Fernão de Oliveira a refletir sobre o que é guerra justa, argumento válido a muito do que ocorreu em terras do Novo Mundo a partir dos primeiros contatos).
Para caracterizar a obra e dar a ela uma materialidade, optou-se por realizá-la em formato de um códex maia, em estrutura sanfonada e com materiais que se assemelhassem aos originais utilizados por aquela civilização (propósito intencionado também na escolha de muitos detalhes estéticos presentes no decorrer da obra). Em suma, objetivou-se criar, com o tema exposto, um objeto material no qual se articulasse uma reflexão entre seu suporte e seu conteúdo, em uma unidade em que se pudesse desenvolver uma consciência crítica do livro na dicotomia objeto/conceito.

Rodrigo_Silva_Codex_dos_Encontros_e_Desencontros02(283)  

Rodrigo_Silva_Codex_dos_Encontros_e_Desencontros03(283)

© Rodrigo Nogueira, 2010.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
     
S    
Sefora_Ascensao_Snowman01(283)  

Séfora Ascensão, Snowman (2010).

O meu livro centrou-se na estação actual do ano, o Inverno. Escolhi este tema, pois esta é a minha época preferida. Por esse motivo, durante a elaboração do livro, foram utilizados materiais alusivos a esse mesmo tema, como, por exemplo, a lã. Os restantes materiais utilizados foram o cartão, a cartolina, o papel, a linha branca, uma agulha, a cola, uma fita acetinada e a tesoura. Definimos o tamanho e o conteúdo pretendido para o livro para depois começar a sua execução.
Primeiramente, cortamos o cartão do tamanho do livro em três partes: a capa, a lombada e a contracapa. Em seguida, cortamos a cartolina conforme a medida total dessas partes e colamo-la nos pedaços de cartão anteriormente cortados.
Para colocarmos o conteúdo no livro, precisamos inicialmente de antecipar a sua impressão. Dado que este livro contém vinte folhas, foi necessário dividi-lo em cinco cadernos cada um com quatro páginas. A folha foi dividida em duas colunas. O conteúdo do livro foi colocado sempre na coluna do lado direito. A impressão do conteúdo teve de ser de duas em duas páginas, ou seja, as primeiras páginas impressas foram as páginas: um, dois, cinco, seis, nove, dez, treze, quatorze, dezassete e dezoito. Logo depois, alterávamos a posição das folhas, de forma que conseguíssemos visualizar a imagem, e esta se encontrasse com a zona superior virada para a impressora. Mandávamos imprimir as restantes páginas tendo em conta esta ordem: três, quatro, sete, oito, onze, doze, quinze, dezasseis, dezanove e vinte. Como pudemos averiguar imprimimos em primeiro lugar dez folhas e depois outras dez folhas.
Após a impressão, as folhas foram dobradas a meio e organizadas devidamente. Cada caderno foi cosido um a um de maneira a que as folhas não se soltassem e, seguidamente, os cadernos foram cosidos entre si para desempenhar o mesmo efeito. Com a união dos cadernos foi possível cola-los no lado do cartão que não continha cartolina. O lado da cartolina foi indicado para a decoração do livro. Aqui foi colocada a lã com cola. No fim, foi posta a fita em seu redor para fechá-lo.
Este trabalho foi muito diferente de outros que já tinha feito, mas nem por isso desgostei de o ter feito. Aliás, posso afirmar que gostei bastante de o ter feito.

Sefora_Ascensao_Snowman02(283)

© Séfora Ascensão, 2010.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
     
Sonia_Costa_The_Christmas_Songs03(283)  

Sónia Costa, The Christmas Songs (2010).

As minha duas paixões desde pequena sempre foram os livros e a música (especialmente a de Natal). Ao combinar ambas, surgiu o livro “The Christmas Songs”.
Trata-se de um livro bastante especial para mim, pois esta selecção de músicas representa pequenas lembranças de episódios do passado e do presente da minha vida. Penso que não há melhor maneira de imortalizar uma vida do que a escrever, pois se uma lembrança com o tempo se desvanece, durante muito tempo poderá permanecer num livro. As peças de puzzle utilizadas na encadernação e ao longo do livro surgiram espontaneamente, no desejo de fazer algo único. Pois o que é a nossa vida, se não um conjunto de peças? Peças essas que temos de saber colocar no sítio certo para que o puzzle fique perfeito…
O material para fazer a capa do cd, o envelope e capa desta sinopse são materiais especiais, belos, que tornam este livro ainda mais exclusivo, singular. Esta maqueta é uma mistura da antiguidade com o presente: as folhas de pergaminho, o caderno cosido à mão e a fita para marcar as folhas, em contraste com uma encadernação bastante diferente do normal e a utilização do cd, que tanto enriquece a leitura do livro. Enquanto que, para muitos, um livro não passa dum conjunto de folhas com informação, para mim, é muito mais que isso. Como diz António Vieira, "O livro visto por fora, não mostra nada; por dentro está cheio de mistérios".
Espero que desfrutem deste livro e que sintam o carinho que cada página encerra.
E se "O autor só escreve metade do livro, a outra metade escreve o leitor " (Joseph Conrad), então a minha parte está feita.
Agora, só o leitor pode completar esta obra.

Sonia_Costa_The_Christmas_Songs01(283)  

Sonia_Costa_The_Christmas_Songs02(283)

© Sónia Costa, 2010.

 

 

 

 

 

 
     
Susana_Almeida_Contos_Populares01(283)   Susana Almeida, Contos Populares (2010).

Susana_Almeida_Contos_Populares02(283)

© Susana Almeida, 2010.

 
     
T    
Tania_Simoes_Tracos_de_Marmore01(283)   Tania Simões, Traços de Mármore (2010).

Tania_Simoes_Tracos_de_Marmore02(283)

© Tânia Simões, 2010.

 
     

Teresa_Cardoso_sem_titulo02(283)

  Teresa Cardoso, s/título (2010).

Teresa_Cardoso_sem_titulo01(283)

© Teresa Cardoso, 2010.

 
     
Tiago_Guiomar_Momentos_Academicos01(283)   Tiago Guiomar, Momentos Académicos (2010).

Tiago_Guiomar_Momentos_Academicos02(283)

© Tiago Guiomar, 2010.

   
     

 

 


Projectos da turma do ano lectivo 2008-2009

 

A    
Anita Tavares_Repense01  

Anita Tavares, Repense na sua Vida (2009)

Desde logo, surgiram-me muitas ideias. Optei por algo simples. Talvez por ser essa a característica que mais gosto no livro. Geralmente com uma capa simples, de cor única, um título que nem sempre nos dá pistas do seu conteúdo e, quando o começamos a folhear, surge-nos o fantástico mundo que as palavras nos reservam.
Tem uma encadernação simples, cosida à mão. Nas páginas estão gravados pequenos textos, breves histórias de fácil leitura e que se lêem nuns simples minutos. E nem é necessário começar a ler o livro pela primeira página. Cada narrativa tem o seu sentido, a sua moral. As páginas têm cor. O título remete-nos para a cor. E os textos levam-nos a querer dar cor ao nosso dia-a-dia, à nossa vida. Cores suaves, fáceis de apreciar e que não cansam a vista. Porque ler é prazer. E o livro tem de nos chamar a atenção, tem de nos dar vontade de devorar com os olhos, e de preservar. Preservar para que futuramente possamos voltar a admirar, a reler. Acima de tudo tem de nos fazer desfrutar.
A execução deste projecto deu-me uma grande satisfação. Realizar a maqueta de um livro a partir de uma ideia, uma imagem criada mentalmente, é fascinante. Foi exaustivo, mas o resultado final compensador.

Anita Tavares_Repense02

© Anita Pereira Tavares, 2009

 

 

 

 
     
B    
Neófito01   Beatriz Machado, neófito (2009).
Beatriz Machado_Neofito02    

Beatriz_Machado_Neofito03

© Beatriz Machado, 2009.

   
     
C    
Carlos Morais_Recordar01  

Carlos Morais, Recordar o Passado (2009)

Optei por fazer um livro simples mas que de certa forma desperte a atenção de quem o visualizar, um livro cuja encadernação foge ao estilo dos livros mais encontrados, mas que também não será uma encadernação muito vulgar devido ao seu aspecto “enrugado”. Realce ainda para o contorno do título e do autor que lhe confere uma certa elegância. No seu interior, a existência do marcador de páginas é um perfeito contraste com o livro da actualidade, que globalmente já dispensa este adereço, mas que eu achei por bem colocar, com vista a dar-lhe um aspecto mais antigo. Inerente a isso, surge também o estado em que as folhas se encontram nas pontas, dando-lhe igualmente um cariz de antiguidade e até mesmo de uso. Assim, sem ser um livro antigo nem um livro moderno, acabou por ser um misto de ambos, o que lhe deu aquele aspecto simples mas original.

Carlos Morais_Recordar02

© Carlos Morais, 2009

 
     
Cátia Ferreira_Uma_Uma Transparência01   Cátia Ferreira, Uma Transparência de Sentimentos (2009).

Cátia Ferreira_Uma Transparência02

© Cátia Ferreira, 2009.

   
     
Cláudia Dias_O Papiro01   Cláudia Dias, O Papiro (2009).

Cláudia Dias_O Papiro02

© Cláudia Dias, 2009.

   
     
Cristina de Jesus_O Anjo01   Cristina de Jesus, O Anjo (2009).

Cristina de Jesus_O Anjo02

© Cristina de Jesus, 2009.

   
     
D    
Daniel Gonçalves_O Livro01  

Daniel Gonçalves, O Livro (2009)

Que se o Livro se amasse a si próprio, nós Homens  seríamos instrumentos  da sua concepção, se nós somos dotados de alma, estrutura mecânica, mental e conhecimento, o Livro também o é. O Livro é parte do lado intelectual do Homem, tudo o que nele se regista é intelectual, é como revestir um número de páginas estruturadas mediante um código bibliográfico de uma alma intelectual, de um lado mágico, complexo e maravilhoso. O Livro, a meu ver, já foi belo, é funcional e prático, e é parte não do nosso corpo físico, mas sim de toda uma estrutura mental crítica que nos compõe, como seres humanos que somos.

Daniel Gonçalves_O Livro

© Daniel Gonçalves, 2009

 
     
Daniela Fernandes_Lua01   Daniela Fernandes, Lua (2009).

Daniela Fernandes_Lua02

© Daniela Fernandes, 2009.

   
     
David Pinheiro_O Livro01   David Pinheiro, O Livro (2009).

David Pinheiro_O Livro02

© David Pinheiro, 2009.

   
     
Diana_Patricio_Pensamentos01(283)   Diana Patrício, Pensamentos (2009).

Diana_Patricio_Pensamentos02(283)

© Diana Patrício, 2009.

   
     
H    
Helena Sousa_Provérbios01   Helena Sousa, Provérbios (2009).
Helena Sousa_Proverbios02    

Helena Sousa_Provérbios03

© Helena Sousa, 2009.

   
     
L    
Lina Melo_Parábolas01   Lina Melo, Parábolas (2009).

Lina Melo_Parábolas02

© Lina Melo, 2009.

   
     
M    
Maria Dias_Chuva01   Maria Dias, Chuva (2009).
Maria Dias_Chuva02    

Maria Dias_Chuva03

© Maria Dias, 2009.

   
     
Maria Torres_Caderno de Viagens01   Maria Torres, Caderno de Viagens (2009).

Maria Torres_Caderno de Viagens02

© Maria Torres, 2009.

   
     
Mónica Silva_Enquanto os Adultos Brincam01   Mónica Silva, Enquanto os Adultos Brincam (2009).

Mónica Silva_Enquanto os Adultos Brincam02

© Mónica Silva, 2009.

   
     
R    
Ricardo_Neves_História_de_Vida01   Ricardo Neves, História de Vida (2009).

Ricardo_Neves_História_de_Vida02

© Ricardo Neves, 2009.

   
     
S    
Sara Pita_Eu Sou o Livro01  

Sara Pita, Eu sou o Livro (2009)

Possui cartolina canelada verde e azul, o verde para ser a capa e o azul como adereços. A cartolina ficou com a parte canelada para dentro para ser mais fácil colar os adereços na parte de fora, ou seja, a parte visível. Os adereços também são com cartolina canelada azul, que depois de dobrados fazem formas interessantes, o importante é fazer dobragens de vários tamanhos. As páginas são de papel reciclado, não tive muito cuidado em cortar as folhas para que ficassem direitinhas decidi rasgá-las, o que dá outro aspecto. Escrevi com caneta permanente pois o papel absorve a caneta, o que dá outro aspecto também. O conteúdo do livro são poemas, poemas especiais da autoria da minha mãe quando ainda era jovem, estavam em livros já amarelecidos e muitos com a letra ilegível, esta é uma forma de perdurarem mais um pouco no tempo. O livro é como se fosse um livro de bolso, é relativamente pequeno mas isso também foi condicionado pelo tamanho da caixa. As folhas encontram-se presas por duas anilhas para que se consiga manejar melhor o livro. Nem todas as folhas possuem informação, dá o ar que se pode continuar a escrever. «Eu sou o livro» é o nome do meu trabalho, tem como significado uma caixa que guarda memórias esquecidas que são relembradas depois de lidas.

Sara Pita_Eu Sou o Livro02

© Sara Pita, 2009.

 

 

 

 

 

 
     
Sara Rocha_As Fábulas do Outeiro01   Sara Rocha, As Fábulas do Outeiro (2009).

Sara Rocha_As Fábulas do Outeiro02

© Sara Rocha, 2009.

   
     
Sara Santos_Os Quatro Elementos01   Sara Santos, Os Quatro Elementos (2009).

Sara Santos_Os Quatro Elementos02

© Sara Santos, 2009.

   
     
Sónia_Pereira_O_Nosso_Azul01   Sónia Pereira, O Nosso Azul (2009).

Sónia_Pereira_O_Nosso_Azul01

© Sónia Pereira, 2009.

   
     
T    
Telma_Lopes_O_Livro_na_Sociedade_da_Informacao01   Telma Lopes, O Livro na Sociedade da Informação (2009).
Telma_Lopes_O_Livro_na_Sociedade_da_Informacao02    

Telma_Lopes_O_Livro_na_Sociedade_da_Informacao03

© Telma Lopes, 2009.

   
     
Teresa Mendes_Os Sons do Mundo01   Teresa Mendes, Os Sons do Mundo (2009)

Teresa Mendes_Os Sons do Mundo02

© Teresa Mendes, 2009.

   
     
V    
Vera Martins_O Corpo Humano01   Vera Martins, O Corpo Humano (2009).

Vera Martins_O Corpo Humano02

© Vera Martins, 2009.

   
     

 


 

Valid CSS!| Valid XHTML 1.0 Transitional| Site Map | Contact | Updated 11 Feb 2013 | ©2005-2013 Manuel Portela