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Polo III - Ciências da Saúde
Intervenção gráfica sobre foto de João
Armando Ribeiro, 2000 © SDP; Texto: Universidade de Coimbra,
1998-1999, p. 5. Edição do SDP, 1998 |
U N I V E R . . . C I D A D E
No ponto em que as serranias contactam com as planuras do litoral
e em que é mais fácil a passagem do Mondego para ligar
o Norte ao Sul, se estabeleceu a cidade de Coimbra, ocupando o cabeço
sobranceiro ao rio e logo descendo para o chão plano da Baixa,
a crescer ali por entre férteis campos de cultivo, numa dualidade
topográfica que desde cedo espelhou a região em que
se situa. As origens do povoado perdem-se no esfumado dos tempos.
Os romanos chamaram-lhe Aeminium. Urbanizaram-na, construíram
monumentos e tornaram-na tão próspera que mais tarde,
já em tempos de visigodos, pôde destronar a sua rival
Conimbriga, chamar a si a sede do bispado e com ela o nome que usurpou.
Os muçulmanos senhorearam-na por mais de dois séculos.
A reconquista cristã de 878 e de 1064 trouxe de volta a gente
do Norte. Coimbra, balouçando entre o Norte e o Sul, ficaria
assim indelevelmente marcada para sempre com traços galegos
e moçárabes. Os primeiros reis fizeram dela a cidade
preferida. D. Isabel de Aragão, a Rainha Santa, legou-lhe
o seu corpo em profunda afeição mútua que perdura.
Os amores trágicos de Pedro e Inês predestinaram-na
a lugar de idílios e paixões. Coimbra entra na era
de Quinhentos eufórica e feliz: artistas de nomeada tornam-na
cada vez mais bela; a Universidade fundada em 1290 e aqui sediada
por diversas vezes, não a deixaria; novos edifícios
e ruas fazem-na crescer. O século XVIII é marcado
pela renovação e reforma universitária e o
XIX pela conquista de novos espaços para se expandir. No
presente Coimbra continua viva e renovada, orgulhosa do seu vetusto
passado e das suas tradições populares e académicas,
encarando o futuro com confiança.
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