prospecto 2003-2004
 

Polo III - Ciências da Saúde

Intervenção gráfica sobre foto de João Armando Ribeiro, 2000 © SDP; Texto: Universidade de Coimbra,
1998-1999, p. 5. Edição do SDP, 1998

 

U N I V E R . . . C I D A D E

No ponto em que as serranias contactam com as planuras do litoral e em que é mais fácil a passagem do Mondego para ligar o Norte ao Sul, se estabeleceu a cidade de Coimbra, ocupando o cabeço sobranceiro ao rio e logo descendo para o chão plano da Baixa, a crescer ali por entre férteis campos de cultivo, numa dualidade topográfica que desde cedo espelhou a região em que se situa. As origens do povoado perdem-se no esfumado dos tempos. Os romanos chamaram-lhe Aeminium. Urbanizaram-na, construíram monumentos e tornaram-na tão próspera que mais tarde, já em tempos de visigodos, pôde destronar a sua rival Conimbriga, chamar a si a sede do bispado e com ela o nome que usurpou. Os muçulmanos senhorearam-na por mais de dois séculos. A reconquista cristã de 878 e de 1064 trouxe de volta a gente do Norte. Coimbra, balouçando entre o Norte e o Sul, ficaria assim indelevelmente marcada para sempre com traços galegos e moçárabes. Os primeiros reis fizeram dela a cidade preferida. D. Isabel de Aragão, a Rainha Santa, legou-lhe o seu corpo em profunda afeição mútua que perdura. Os amores trágicos de Pedro e Inês predestinaram-na a lugar de idílios e paixões. Coimbra entra na era de Quinhentos eufórica e feliz: artistas de nomeada tornam-na cada vez mais bela; a Universidade fundada em 1290 e aqui sediada por diversas vezes, não a deixaria; novos edifícios e ruas fazem-na crescer. O século XVIII é marcado pela renovação e reforma universitária e o XIX pela conquista de novos espaços para se expandir. No presente Coimbra continua viva e renovada, orgulhosa do seu vetusto passado e das suas tradições populares e académicas, encarando o futuro com confiança.

 

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